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Por que importar o DWG não basta
O EPLAN consegue importar arquivos DWG e DXF, mas o resultado é apenas desenho: linhas e textos sem significado elétrico. Contatos não sabem a que bobina pertencem, bornes não formam régua e nenhum relatório é gerado.
O ganho do EPLAN vem dos objetos inteligentes. Por isso, a migração útil é um redesenho do esquema com componentes do catálogo, usando o desenho antigo como referência.
O que definir antes de migrar
Migrar sem padrão definido gera projetos diferentes entre si, e o retrabalho aparece na hora de gerar relatórios. Antes do primeiro projeto, defina:
- Estrutura de designação de referência (IEC 81346): planta, local e componente
- Template de projeto, carimbo e formulários de relatório
- Base de peças com os componentes que a empresa realmente compra
- Macros para os circuitos que se repetem: partidas, alimentações, cartões de I/O
- Regras de numeração de fios, bornes e cabos
Passo a passo da migração
Com o padrão definido, cada projeto legado segue a mesma sequência:
- Inventário das folhas do projeto antigo e das revisões em vigor
- Cadastro das peças que ainda não existem na base
- Redesenho das folhas de força e de comando com macros e componentes do catálogo
- Definição de réguas de bornes, cabos e conexões
- Verificação do projeto pelas checagens do EPLAN e comparação com o legado
- Geração dos relatórios: listas de materiais, bornes, cabos e etiquetas
Por onde começar
Não é preciso migrar todo o acervo de uma vez. Uma estratégia comum é migrar primeiro os projetos que mais se repetem ou que estão em revisão. Cada projeto migrado enriquece a base de peças e as macros, e o próximo sai mais rápido.
Projetos antigos que não serão mais alterados podem continuar em PDF ou DWG; migre quando houver uma revisão a fazer.